Sextinas pra Musa da Inspiração
(I)
No horizonte as cores do entardecer, esmaecem lumes chamando a noite, ao apagar com o breu as multicores. Na luzerna, a inspiração do poeta ludibria às vastas rimas de solidão, pelo vazio da paisagem calada.
A morada se faz estática, calada, onde passou recente o entardecer deixando a costumeira solidão. A garatuja rascunha pela noite, emborcada no submundo do poeta, na inspiração de recentes multicores.
Ao recato da musa nas multicores, sublime perfil, tece a face calada, entre as sextinas noturnas do poeta, resgatadas nas imagens do entardecer. Inspiração se emoldura na noite, registrada num quadro triste de solidão.
Os versos se fazem completos na solidão, providos na amplidão dessas multicores, da mulher grácil, recordada na noite. A mesma transeunte bela e calada, rememorada aos confins do entardecer, na caneta minuciosa do poeta.
A inspiração contagia o poeta, entre luzidias estrelas em solidão, a testemunhar lembranças do entardecer, de uma tardezinha, envoltas multicores, que transmutou em escuridão calada pra vestir a musa, num véu de noite.
O pago silencia em vaga noite, aos meros traços da caneta do poeta, por descrever na metáfora, tão calada, a musa entre a notória solidão na inspiração dessas antigas multicores, após a luz do efêmero entardecer.
Entardecer que repontou a noite, multicores são as lembranças do poeta, solidão poética pra musa calada.
(II)
A poesia é um pássaro com asas, onde voos notórios de inspiração libertam ela, vertente do pensamento, fonte jorrada pela cacimba da alma, corpo judiado tornou-se sedento, numa solidão abstrata em desejos.
Na história que acusa os desejos, sextinas feitas pra musa, ganham asas, é a emoção declamada do sedento, transmutada no oculto da inspiração, onde os resultados da solitária alma, tornaram versos brotados do pensamento.
O poema pronto foi terno pensamento, que desvelado na métrica dos desejos retrata à musa, na solidão da alma. Os distintos cupidos vêm batendo asas, aplaudindo a conclusa inspiração, do seu mundo carente de amor sedento.
Noite soturna neste amor sedento, versos já prontos ao concluso pensamento, sem lamentos, nem pecados na inspiração, onde afloram os mais profundos desejos que o coração solitário, têm asas, pra voar longe com a solidão da alma.
Os olhos da musa refletiram a alma, do calmo poeta de vislumbre sedento. De gestos leves, ela abriu as asas, saindo dos mais secretos pensamentos, que á tem, na carne despida dos desejos, pecado em brasas, ardente inspiração.
O poema resultou da inspiração, onde a escrita é coisa da alma que versos no rancho registraram desejos. Irreverência de notável sedento pelo triste, solitário pensamento, alçou na madrugada as suas asas.
Asas do poeta voam em inspiração, pensamento se extrapola pela alma, sedento verso, universo de desejos.