Das Prosas e Mates com o Patrão Maior
Hoje não sei por que fatos a angustia coiceou meu peito, pois meio insatisfeito ando a tropear os dias. Campeio as alegrias que já não vejo nos meus e num matear confidente venho prosear com Vós, Deus.
“Adesculpe” meu Patrão se não lhe pedi licença, mas ouvi falar que a crença demonstra o que a gente é. Eu tenho um naco de fé nas “varjas” do coração mas ultimamente a vida só me traz inquietação.
Sabe Patrão, “presenceio” um mundo bem diferente e um povo menos crente em si e na Providência. Andam fugindo da essência que nos achega ao Senhor e parece que a vida “inté” perdeu seu valor.
Vejo as coisas ao contrário do que Vós nos ensinastes, gente tratada qual trastes por não ter posse ou fortuna. A ganância abre lacuna disseminando a mágoa, como se o matar da sede fosse o copo e não a água.
Não gatearás. Apregoastes e foi o mesmo que nada, há muita gente atirada no golpe e na falcatrua enquanto alguns na rua campeiam bóia qual bichos. Uns se fartam com carne gorda, outros se humilham nos lixos.
Amai a Vós sobretudo pro viver ser mais faceiro. Pra alguns, Deus é o dinheiro, o luxo e a riqueza. Não enxergam a grandeza de um simples gesto de amor. Não admiram a harmonia da borboleta com a flor.
E o pior é que não param nem se arrependem de ações, vivem a fazer criações que não sei qual o destino. Já inventaram até “ovino” e outros bichos, Patrão, “transgenizaram” lavouras mudando o sagrado grão.
Hoje não sei por que fatos resolvi campear os dias e libertar agonias proseando com Vós, Patrão. Queria achar solução pra este mundo mudar vendo a solidariedade nos corações rebrotar.
Queria ver este povo pela crença transformado, qual nosso mate lavado depois da prosa comprida. Ver corações “ser guarida” pra Vós Deus, Patrão Maior e o multiplicar do pão regado pelo suor.
É Patrão, sigo meu rumo pois já fiz o meu “alarde”, mate lavou, já é tarde e o prosear não foi ao léu. Acho que pro “mundaréu” mudar a sua andança falta plantar na consciência a fé e a esperança.