Do Sonho de uma Estrela
Na quietude do silêncio “alargou-se” os horizontes e a saudade qual açoites repontou recordação, o mundo se fez pequeno e o olhar trouxe o sereno chorando a solidão.
A claridade da lua fez espelho na lagoa e os pirilampos, à toa candeeiravam o momento, o tempo se fez parado como atendendo o chamado da bruma do pensamento.
Pobre menina, tão velha, pobre velha, tão menina, na vida encilhou a sina de ver o mundo mudar, só que o relho realidade lhe açoitou com a verdade fazendo o sonho acordar.
E ali, se encontrava ela por todos quase esquecida: - Por que será que a vida confina nossa vontade? Talvez a nossa esperança tenha êxito na andança pro rancho da eternidade. - Um dia serei estrela! Pensava consigo mesma. -E os que andarem “a esma” vislumbrarei lá do céu! Minha luminosidade será o brilho da saudade daqueles que andam ao léu.
E continuava o fado, sozinha a divagar: - Quando o dia clarear eu hei de ser vento norte, varrerei toda a tristeza, as mágoas e a incerteza soprando só boa sorte.
E o silêncio fez quietude quando dois olhos fecharam e, os sonhos emanaram pro rancho ser solidão. O mundo se fez quieto coberto como um teto quinchado em recordação.
Nessa noite, a lua cheia surgiu feia e minguante, pra dar vaza, num instante a um sonho tão bonito, e o céu passou então a tê-la sendo a mais bela estrela que brilhou no infinito.