Galpão do Verso
Poetas

Egiselda Brum Charão

21 poesias

Poesias

  • Arrimando Cansaços da Vida

    Egiselda Brum Charão

    O carão já cansado reflete nas rugas que os sóis pincelaram ... canseiras e agruras.

  • Ausência

    Egiselda Brum Charão

    Há tanta meiguice no olhar quando nas tuas retinas me emolduras inteira. Num sofragante derrama

  • Campeira Mulher

    Egiselda Brum Charão

    Feito as filhas de Tupã fui trazida pelos ventos. Sou a mulher pioneira, sou peona galponeira,

    9ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Legado

    Egiselda Brum Charão

    Vieram em levas de gente apinhadas em naus que vagavam sobre a inquietude dos mares... Quimeras novas sonhavam

  • Memorial a Guerreira sem Nome

    Egiselda Brum Charão

    Essas mulheres pampianas, das quais somos descendentes, lavraram no sangue: a cepa lusitana mesclada ao índio e a raça africana.

  • Na Lembrança de um Adeus

    Egiselda Brum Charão

    Assim como as nuvens que sopradas por ventos intemporais cansaram de resistir e finalmente, dissipam-se no ar, para nunca mais,

  • Na Querência da Emoção

    Egiselda Brum Charão

    Eu tenho Molduras nos olhos para enquadrar as distâncias das andanças nas coxilhas.

  • No Mundo da Trova

    Egiselda Brum Charão

    A praia é laço gaúcho duma armada sem igual que une em tento sem luxo os campos e o litoral.

  • O Olhar

    Egiselda Brum Charão

    nos revela para o mundo é o mais íntimo e profundo sentido nato do ser.

  • Pioneiras do Pampa

    Egiselda Brum Charão

    Sendo vindas de além-mar elas traziam os olhos prenhes de luz e de Lua e do calor dos mormaços.

  • Poema da Espera Maior

    Egiselda Brum Charão

    Eu sabia que virias, com toda fúria indomável, cobrar o tanto que a vida devagar te veio usurpando...

  • Porto Solidão

    Egiselda Brum Charão

    Há uma outra verdade sob as parcas luzes do porto que abriga levas de gente... O mar abraça a cidade

  • Razões da Liberdade

    Egiselda Brum Charão

    Liberdade é potro escarceando no verde chão da coxilha, ruflando crinas no tempo sem jamais conhecer encilha. É sonolento rio gemendo a serpentear o leito da terra, constante e lento andando varando campinas e a serra.

  • Réquiem para a Carreta

    Egiselda Brum Charão

    Nasceu lá... no Velho Mundo o carro de duas rodas cheias. Rangeu na Grécia, na China, na Índia e na Palestina...

  • Sentinelas

    Egiselda Brum Charão

    Os olhos de Leandro... São olhos luzentes que causam inveja aos olhos da boca-da-noite,

  • Soberana das Estradas

    Egiselda Brum Charão

    Carreta... Senhora do mundo, viandante da história, aos quatro cantos da terra,

  • Um Canto para o Pajador

    Egiselda Brum Charão

    Teu canto, Jaime, pro Pago - como tambores ao vento – é templa de índio vago que eternizaste no tempo.

  • Um Lamento à Carpideira

    Egiselda Brum Charão

    Diz que choro de carpideira corta a noite silenciosa, que ela cospe louvando o morto numa reza ruidosa.