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2.770 poemas no acervo
Rodrigo Canani Medeiros
Se o sol peregrino andeja pra oeste mirando a boieira no seu caminhar, o Tempo Tropeiro ruma ao setentrião, buscando seu norte... e voltando pro sul.
Joel Capeletti
Ante a lúcida e rubra Labareda do borralho, Solito e acoçado, Desperto de um sono
Toninho Lima
De pronto escureceu Naquela tarde de maio Muitas trovoadas, relâmpagos... E ao longe caíam raios,
Arabi Rodrigues
Fazia tempo que o tempo Vinha se Armanda p’ra chuva. A tarde vestiu-se viúva, Prenunciando o temporal.
Juarez Távora Pacheco Fialho
Verdades, xucras verdades realidades ou quimeras com consciências já taperas das fagulhas nativistas
Tatiane da Rosa Crestani
Lá nos fundões da estância Pés na água, esfriava, Depois, pelos campos andava Com meu cavalinho de pau.
Lauro Antônio Corrêa Simões
Há, na imensidão dos campos; No sussurrar das águas de uma sanguita mansa; No alvorecer do dia, repintando a vida, um grito de esperança renascida...
Lauro Teodoro
As matas que conhecemos já não resta quase nada, não existem mais enxadas. Foram soterrada pelo trator,
João Pantaleão Gonçalves Leite
Lagoa Vermelha querida, Cidade que eu tanto adoro, Faz anos que te conheço, Faz anos que te namoro.
Marco Póllo Giordani
Sou campo, várzea, lagoa, Sou céu de pala azulado. Sou o arroio serpenteado, Dando contorno e divisa;
Gonçalves Chaves Calixto
Então buenas gauchada Deste pago sem fronteira A minh’alma coborteira, De bombacha, bota e espora..
Alessandra Rocha Campos
Fraiburgo terra onde nasci, onde vivo com minha família e sou feliz aqui!
Fábio Vaz Mattos
Juvêncio nasceu terrunho num catre foi partejado. Por mão parteira experiente teve o umbigo cortado. Foi água benta de sanga que crismou seu batizado. A beira de um caponete já nasceu enraizado.
José Machado Leal
Minha mãe é minha flor e meu buquê de violeta. Até mamei na mãe preta sem preconceitos de cor
Tatiane da Rosa Crestani
Em suas firmes paredes Grandes feitos a realizar É o lar primeiro a habitar
Jayme Caetano Braun
Entre a ponte e o lageado, na venda do bonifácio, conheci o tio anastácio, negro velho já tordilho;
Jayme Caetano Braun
Fui conhecer Tio Domingos Num comércio de carreiras Golpeando as duas hileiras De uma gaita Correntina.
Eudes Maria Pereira da Silva
O velho Rio Urugüai sabe a história que a correnteza levou pra bem longe...
Aureliano de Figueiredo Pinto
Hoje o inverno erma a campanha Dói no subúrbio pobretão. Gelado, o vento arreda a porta E mal aviva a brasa morta
Aureliano de Figueiredo Pinto
E os campeiros cantam nas velhas toadas Mágoas e penas...
Juarez Machado de Farias
Uma goela aberta e linda Sacramentou-se Cordeona, Alma desperta e chorona Pro coração dos cantores,
Dimas Costa
Chegou um dia no pago, Mui perfumada e faceira. Morena, meiga, trigueira, Mais linda do que uma flor.
Guilherme Collares
E se sabia que o “Anjo” não ia durar pra sempre... Como a árvore sem frutos que vergou sobre si mesma
Carlos Omar Villela Gomes
O coração que nos leva pulsa forte E mostra em seu sangue porque veio... Porque se inscreveu nestes silêncios Que marcam suas pegadas pela areia.