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2.770 poemas no acervo
Sebastião Teixeira Corrêa
Quem disse que ele se foi por certo não compreende que um poeta não se vai; Apenas libera a alma pra ir buscar energia e um dia poder voltar.
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhem a serra, e verão aquelas, Com traços de além-mares, Que plantaram povoados e pomares, E tem no corpo ainda as cicatrizes,
Sebastião Teixeira Corrêa
Nos relicários dos museus da história, Onde se perfilam os medalhões, De ouro, prata e bronze, E onde se tem a dimensão exata,
Lauro Teodoro
Quando a liberdade se enfrena E ruma um campeiro pra cidade, Que no vigor da mocidade, Vai cabresteando, “o tirão”.
Mano Terra
Silêncio! Diz o posteiro, ao pereceber que o poeta cantor se prepara para o ofício. Nem é preciso! Os kuéras ali presentes conhecem
Lauro Antônio Corrêa Simões
Um potro de naipe, sem marcas no couro, de pelagem moura, ainda orelhano... O velho, um gaúcho de adaga à cintura e esporas de prata, lavradas em ouro,
Lauro Teodoro
Rasga o silêncio da noite No sonho refresca o pranto, Os anos aclamam os açoites Na ternura em mil encantos,
Egiselda Brum Charão
I – O FLORECER DO IDIOMA Veio com as invasões dos exércitos romanos,
Bianca Bergmam
"Em nome do Pai... Do filho e do Espírito Santo. Amém." Me perdoem por favor
Colmar Pereira Duarte
São tantos os bois da tropa que vão berrando, por diante; seguindo o som do berrante e o aboio dos repontes.
Luiz Menezes
A tropa se perde espargindo searas de angústia e revolta, palpita no seio
Sebastião Teixeira Corrêa
I Quando, nas tardes, sento para o mate Dou rédeas largas aos meus versos potros, E uma saudade danada então me bate
Delonei Bergamo Picoli
Não refuga boi barroso, não te faça de lacaio. Senão encosto meu baio, e te tiro na paleta.
Iberê Machado
Madrugadita, vou de-a-cusco e de-a-cavalo Cortando campos nevoentos de umidade. Tropeio sonhos bons e, ao léu, espanto os malos Deste meu peito, parador de mil saudades.
João Batista de Oliveira Gomes
Mais uma vez eu levanto Na rédea o pingo tordilho, Pra um aparte de novilhos Que vai marca e vai sinal,
Paulo Edson Paim
Brota nas veias do céu... uma nova aurora, que aflora plena de brumas. E a noite, que fora longa e calma, vai se dissipando e anunciando...
Lauro Teodoro
JÁ CHEGOU A MADRUGADA O DIA VEM CLAREANDO, VOU REATANDO A CARGUEIRADA, PRA ESTRADA ESTOU VOLTANDO.
Maria Luiza César
Lá na linha do horizonte Surge a tropeira da ponta Em pêlo nas nuvens monta Pra dar início ao reponte
Albeni Carmo de Oliveira
Em um rancho na cidade grande Um velho xiru mateia. Quem o vê talvez não creia Que este velho bonachão
Edson Marcelo Spode
Dom Hilário, firmou a mirada Pro lado que a chuva encilha Balseiro de oficio e cartilha Bombeando as barras do poente
Jurema Chaves
Guardo na moldura dos meus olhos A imagem de um tropeiro Velho peão carreteiro Que tantos rastros deixou...
Jéferson Rogério Valente de Barros
Rompem o horizonte quadrilhas - zainos, mouros e lobunos – Que vêm tangidas a esmo Por esse louco tropeiro
Getúlio Abreu Mossellin
Um dia me perguntaram; Onde fica o túnel verde? Fica pros lados da praia, Pras bandas do litoral,
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Duas rodas bem ferradas Cortando o chão de mansinho, Riscando longos caminhos Em direção aos povoados.