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2.761 poemas no acervo
Luís Lopes de Souza
Um clarão... arregaçou as pupilas de quem fazia retorno, rasteando o vestígio amargo
Apparício Silva Rillo
Um palmo e pico de aço, rude e glorioso pedaço da espada de um general. Cabo de prata estrangeira
Luiz Menezes
(Em memória de meu pai) Velho Taita de outras eras Te vendo sob a ramada
Ana Lívia Krewer Mielke
Mil setecentos e setenta e sete, Uma casa pequena em um território sem fronteiras, Lisonjeiras manhãs e noites, guiadas pelos astros, Não só o sol e a lua, mas o vento deixava rastros…
Adão Quevedo
Há um rangido enferrujado na dobradiça da porta e uma lembrança, quase morta, vem de longe, num costado.
Joseti Gomes
Abro a porteira dos olhos prum sonho bom que vivi... Guardado em meio ao silêncio
Cleber Luz
Final de dia... Vento teimoso... recorro a coxilha entre potreiro e corredor para encontrar meu velho amigo... e o meu eu interior.
Albeni Carmo de Oliveira
Quem passar na DEZESSETE E ver um Quartel remodelado, Saiba que ali está plantado O PRIMEIRO BATALHÃO.
Luiz Menezes
Apaga a luz velho candeeiro, apaga! Faz com que o rancho torne à escuridão; Pré que meu poncho e minha velha adaga Não sintam fraquejar meu coração...
Ibani Jorge Bicca
Ele nasceu nuns “fundão” Lá no passo da Taquara. E numa convivência rara cresceu cheirando a galpão...
Cyro Gavião
Entre as relíquias do pago, Abrindo uma antiga mala, Encontro meu velho pala, Que trago desde chiru...
Glaucus Saraiva
Pano de lei, velho abrigo! Tu foste meu berço amigo No momento em que nasci. Desde então sempre vivi
Luiz Menezes
Velho poncho cobertor de rancho pobre Companheiro de incontáveis invernias, Minha carpa caminhante, me seguias Aquecendo a minh’alma de andarilho.
Paulo Sérgio Boita
Golpeio mais um amargo Bugra seiva de lembranças Rememoro tuas andanças As peleias, teu encargo
Marco Aurélio Campos
JEITO... SOMENTE JEITO E ALMA DE CAMPEIRO. RETOS TRAÇOS SENSUAVES, QUE SÃO COMO VALQUEJOS DE ENCHÓ NA CARA.
Albeni Carmo de Oliveira
Teus olhos meu velho tio, São como janelas para o mundo, Onde me paro num segundo Ao olhar a humanidade.
Cyro Gavião
Relíquia velha, saudosa, Eu fico cheio de prosa, Quando me lembro de ti... Tu eras a sentinela;
Ruth de Farias Larré e Antônio Ribeiro
Quando ele veio pela primeira vez, era somente uma visita estranha, trazendo lá de longe, além-fronteira, o belo som da fala castelhana.
Apparício Silva Rillo
Me chamam Ventania porque estou sem estar e sem asas ou plumas me vêem a voar.
Luiz Menezes
Quando a noite emponchava o rancherio Eu ficava mateando, ouvindo atento Para escutar trazidos pelo vento Aqueles passos de um andar macio...
Matheus Costa
Deitou a crina d’um manso que pastoreava o silêncio no potreiro - manhã cedo - Depois, ouviu os segredos
Jayme Caetano Braun
Cruzando a linha, imaginária, apenas, o vento livre que nasceu nos Andes, busca a lonjura
Leo Bilac V do Carmo
Cantando, soprando, pro gaúcho escutar Ah! a gaita chorando por não te entender Que queres dizer?
Apparício Silva Rillo
Teu ventre, lua morena cortada em fio de minguante, plantado em grãos de ternura fez a semente madura,