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2.754 poemas no acervo
Luís Lopes de Souza
Gaúchos, da pampa brava, urgiam em discordância barbarizando a querência...
Colmar Pereira Duarte
Quando me descobri, Mudo de espanto, E alcei os olhos para o horizonte, Vi os tropeiros
Suelen Mombaque Schneider
A roda cotia girou E não se levantou... E assim se debruçou!
Anita Gonzales
Jango Jorge, gaúcho destemido, Conhecia as querências pelo faro... O perfume de uma arvore florida, Ou de capim limão e goiabeiras.
Apparício Silva Rillo
Vai a balsa de farinha cruzando o velho Uruguai. Vaqueano dessas cruzadas,
Sebastião Teixeira Corrêa
Contrabandeei sentimentos Na sina de correr pagos, Em malas de suprimentos Abaratadas de afagos.
Joseti Gomes
No mate da cuia grande, Cevado sempre a capricho, Eu bebo dedos de prosa Pelos balcões dos bolichos.
João Batista de Oliveira Gomes
Sentado ao redor do fogo De uma cozinha de chão Cevando o meu chimarrão De erva boa bem socada,
Derly Silva
Patrício aceite um convite Que te faço neste instante Boleia a perna em São Leopoldo No nosso vale gigante
Cristiano Ferreira Pereira
O tempo enfrena um dia lobuno e a água, mansamente, beija as flexilhas, dando de beber ao solo pampeano. Me “quedo”, só, no galpão,
Carlos Eugênio Costa da Silva
Sei que um campeiro aguenta os sofrenaços da vida mas não há maior tristeza que o momento da partida.
Apparício Silva Rillo
Nazareno fui chamado, por sobrenome - da Cruz. Nazareno da Cruz, um seu criado, por acaso tocaio de Jesus.
Lauro Antônio Corrêa Simões
Sempre... quando a tarde apeia, na coxilha, ao longe, separando as garras, do seu cavalete; um pelegão “pitanga” (desses que inté hoje, se discute alpedo.
Marco Antônio Dutra
Como a figueira guapa - enraizada na coxilha - de porte sóbrio e altivo Nasce em meio à campanha
Luiz Menezes
Neste meu peito bagual Quanta saudade, xô égua! A mágoa que se carrega E sempre dura de roer
Apparício Silva Rillo
Na invernada do meu peito tem mágoas de todo o pêlo, sendo a saudade o sinuelo dessas mágoas que falei;
Salvador Ferrando Lamberty
Vem o verão de seus dias, num casamento em rituais Mas não vem a liberdade, pelo contrário, a sociedade
Pedro Júnior da Fontoura
Fui na garupa do vento busquei tempo pra sonhar cantei versos ao relento colhi flores pra te dar
Lauro Teodoro
Quando cheguei nesta terra, num simples galpão fui parido. Uma cama de pelegos, foi o meu berço preferido.
Antônio Augusto Ferreira
Cordeiro de Deus, que tirais a fome do mundo, tende piedade de nós.
Jayme Caetano Braun
Aquele cordeiro guacho Deitado ali no baldrame Salvei da corvada infame Numa tarde de garoa
Juca Ruivo
As minhas noites de guasca bruto, muito mais largas do que as minhas penas, noites amargas, quando serenas,
Jayme Caetano Braun
De onde me vem, Cordeona, o formigueiro Que sinto n`alma, ao te escutar floreando? E essa vontade de morrer peleando. Será que um dia eu já não fui gaiteiro???
Glaucus Saraiva
Pobre cordeona que chora nas mãos de tantos poetas! Nas minhas trovas inquietas tua cadência será outra.