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2.775 poemas no acervo
Joel Capeletti
Quando eu era piá, a gurizada do meu tempo atava bois de sabugos às caixas de sapatos para eternizar os viajantes quixotes.
Moisés Silveira de Menezes
Mal despertara a manhã, - Ao tranco do colorado -. Guitarra atada nos tentos, O mestre agarrou a estrada
Maria Luiza César
No fundo do cemitério Onde o mato está crescido Num olhar quase perdido Leio um “descanse em paz”
Zeca Alves
Seu mundo findou inteiro No interior de uma “botella”... Por melhor que um trago seja Não se deve o exagero...
Gonçalves Chaves Calixto
Depois que deixei o campo E me embretei na cidade Esta malvada saudade Nunca mais me abandonou
Dimas Costa
(Para menino ou menina) Eu aprendi o ABC Como manda a tradição.
Eron Vaz Mattos
A cambona molhou o lombo da pedra com água do barril que veio da cacimba. Adelgaçaram-se os machados para interromperem a seiva dos vimes
Luís Lopes de Souza
As musas, chegam silentes... No adeus vago e remoto brilham auras derradeiras de santas de um só devoto...
Maria Luiza César
Estrelas desceram do firmamento Na hora em que te encontrei A brisa cálida rondava a noite No momento em que te beijei
Lauro Antônio Corrêa Simões
A luz brotou, qual um clarão de vida No alvorecer do pampa verdejante. Tingiu com seus raios de luz Essa quilate que o ouro não emparda...
Juarez Machado de Farias
Raimundo lembrou Drummond, É nome sonoro e bom A quem tivesse o profundo Gosto de virar o mundo,
José Machado Leal
A coisa mais linda que Deus pôs na terra, mais linda que o canto das aves campeiras
Ubirajara Anchieta
A terra bravia nunca teve limites. Nem oceanos, nem montanhas, Impediram a busca de encontrar
Carlos Omar Villela Gomes
Poesia é flecha, a alma é um arco... Futuro é um alvo que a alma tem; Estamos todos no mesmo barco... Se ele naufraga vamos também!
Guilherme Collares
Foi num tempo, há muito tempo Que este estória se passou. Tempo que os bichos falavam -Minha avó, assim contou:
Jorge Ivonei de Barros
Na alma, o gosto pela querência, Estampa de xiru curtido pelos muitos janeiros. Melenas e barbas bem compridas... Já embranquecidas pelo rigor do tempo.
Dimas Costa
Roubei um beijo da moça, Ninguém viu; Roubei um beijo da moça, Nem ela sentiu.
Manuella Furtado
Lendas são verdadeiras? Não sei. Mas meu avô me contava sentado em frente à lareira sobre a lenda do Bicho da Maçã.
Bernardo Taveira Júnior
E o destro campeiro na fúria indomável, Seguindo o cavalo que vai a fugir, As bola meneia com braço de ferro, Enquanto as não deixa certeiras partir.
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
A mão cansada do velho A muito custo segura O frágil braço do neto, Na iminência do abismo
Lauro Teodoro
Cercado de fronteira naturais a terra das sesmarias de um alado a muralha dos aparados da serra,
Vinicius Dias
Ah! este “meu” pingo mouro… meu, pela lealdade, da estância -propriedade- pela marca do patrão.
Henrique Fernandes
Resvalo a mão na testeira de um preparo de trança chata, de corredor e arremate feitos com a lonca da zaina,
Paulo Ricardo Costa
“Eu era muito menina... mas ainda lembro daquele triste cantar!” Caia a tarde mormacenta