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2.770 poemas no acervo
Joseti Gomes
Quem de vós pode entender o rio que nasce e escorre em ladainhas cantadas sem nascente, sem vertente?
Lauro Teodoro
Sobre a luz das lamparinas, a cama rude no galpão. Sobre o calor de algum fogão, na maior simplicidade,
Joseti Gomes
Duas pinças... A medida de quatro dedos... A precisão... A tesoura e seu corte, a separar duas vidas
Lauro Teodoro
Viviam enforquilhados na sobrecilha, dos matungos velhos no corredor, na tala do reio o pretume do suor, das batidas nas ancas e do arreio.
Antônio Augusto Ferreira
A tarde brinca com fogo, queima o pasto sem perdão, lá vai o campo queimando, ardendo sem compaixão.
Francisco Carneiro Neto e José Mauro Ribeiro Nardes
Quando a alma se escancara e abre as porteiras do ontem, Meu olhar busca horizontes pelos rumos que imagino, Sigo no cabresto do tino, rememorando paisagens, E relembro as imagens que eu olhei quando menino.
Ari Pinheiro
Quando me vim d’imbora foi a muito custo! Os rastros do pingo cravados na estrada
Jurema Chaves
São tão profundos os teus olhos Inflacionados de amor Duas lagoas bonitas Onde duas luas benditas
Giovani Andrade
Eram tempos comuns (Pra quem viveu este mundo) Onde um sentimento profundo De guerra e revolução
Carlos Omar Villela Gomes
Passo a passo, tento a tento, A vida segue seu tranco Pelos fundões desses campos Que São Pedro apadrinhou.
José Luiz dos Santos e Arabi Rodrigues
Os ventos da liberdade não sopram na madrugada, aprisionando em silêncio, campeiros que se bandearam
Adão Quevedo
Mais de um século de almas habitam a casa antiga, onde o vento faz cantiga de ninar para os fantasmas...
João de Deus Vieira Alves
Nos idos de 50, o Esquadrão foi lançado Quando dois Oficias e um Sgt, trouxeram do Canadá Modelo de Patrulhamento Que pela estampa fundiria o gaúcho da Pampa Larga, com o cavalo crioulo
Gilberto Trindade
Versos são letras com asas que voam junto com o vento, e chegam servindo de alento pra solidão junto as casas…
Mateus Neves da Fontoura
Foi-se o tempo em que as gavetas Solitas guardavam o corpo De um poema natimorto Que sucumbiu … incompleto,
Carlos Aurélio Weber
No exílio das varandas, Onde mateio horizontes, A alma se entrega aos sonhos Que se vão em revoadas,
Luciano Salerno
Luzes maduras pintam vultos no final da tropeada. Vigiando a estrada, o alerta do altaneiro sentinela. O som da barbela tilintando em contracanto ao do badalo. A - Sina Tropeira - como legado aos homens de estampa rude...
Jurema Chaves
Foi neste altar pampeano que aprendi a rezar. Numa prece fervorosa Do Minuano a soprar
Iberê Machado
Patrão Grande das alturas, Dono da Estância de Céu. Humilde, eu tiro o chapéu
Dom Luiz Felipe de Nadal
bispo de Uruguaiana Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e com licença do Patrão Celestial. Vou chegando, enquanto cevo o amargo de minhas confidências, porque ao romper da madrugada e ao descambar do sol, preciso camperear por outras invernadas e repontar do Céu, a força e a coragem para o entrevero do dia que passa.
Cândido Brasil
Em nome da pauta, da pena do poeta, da mente inquieta e da alma incauta, do real e além, do verbo e do canto, do Espírito Santo da Poesia, Amém!
Adriano Frederico
Patrão Santo olhe, com tolerância, por todos da sua grande querência, Envie um capataz, a cada um de nós, para nos mostrar o caminho da paz E assim nos guiar em direção à luz, ao amor, ao perdão, ao Senhor, Pai! Nos ajude a perdoar nossos inimigos, os transformem em bons amigos.
Apparício Silva Rillo
Negrinho do Pastoreio, afilhado da Senhora Mãe de Deus Nosso Senhor! Não te vejo nem te escuto
Jayme Caetano Braun
Patrão! É o negro Venâncio Que pede vossa licença, Pra vos dizê que a Vicença Morreu de parto, patrão