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2.770 poemas no acervo
Luís César Soares
Viriato olhava pra terra preta Como a olhar pra si mesmo... A cova – moldura de espelho – Refletia o rabisco das entranhas,
Marco Póllo Giordani
Corria de boca em boca A notícia do fantasma Que a negra do Gumercindo Viu passar naquela noite...
José Machado Leal
Fronte altiva, jeito franco marcas de tempo e sol... Bota garrão-de-potro, nazarena sete cravos,
José Machado Leal
O rancho era um ninho de paz perdido no verde do pampa. Terêncio era um camapeiro, um taura mais guapo que tronco de angico,
Apparício Silva Rillo
Toca o tropeiro o matungo fazendo a ronda ao passito, lembrando um rosto bonito que na memória se estampa,
Guilherme Collares
- Que Deus maldiga a memória do índio Pampa bandido que matou o meu cavalo!... ... rumina Sargento Antonio
Apparício Silva Rillo
A filha moça, mocita, na garupa de um gaudério pelo mundão se rolou.
Ubirajara Raffo Constant
Retovado num poncho batará canela, Um panuelo branco a lhe cobrir o rosto, Fui encontra-lo ao vigiar das velas Na manhã fria de um princípio agosto.
Guilherme Collares
Nove leitos de hospital, paredes e rostos alvos... ...e o Cristo crucificado, olhando - compadecido -
Mário Amaral
Com os dedos firmes no cabo da faca Pra tecer as cordas no ritual campeiro O punho certeiro vai lonqueando tentos Em dias de chuva ao calor do braseiro
Aureliano de Figueiredo Pinto
Já velhito, não perdia uma tropeada comprida. Com seus seis baios-ruanos, bem tosados, cola curta,
Apparício Silva Rillo
Voluntário em Vinte e Três, Chico-Pequeno, um piá, deixou rastro na memória dos que pelearam a seu lado
Marco Póllo Giordani
Um era pardo, tostado, Pelo sol de muitas lides. Mui aragano de jeito... Alto, troncudo e altivo.
Apparício Silva Rillo
Eu tive um lenço pachola que agora não tenho mais. Lenção de cor colorada como a flor da corticeira
Júlio César Paim
E Jayme Caetano Braun - gaúcho dos mais gaúchos – quem diria, em pleno inverno, fechou de vez os cadernos, e se bandeou a la cria!... Na mala, a xucra poesia... Na alma, a clarividência!...
Apparício Silva Rillo
“Em Caminhos de Viramundo. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1979” Mirava a lua no açude.
Luís Lopes de Souza
Joelhos rotos vão semeando gotas rubras no trajeto de tortura e de louvor, a carne viva cada vez fica mais viva num martírio que exorciza a própria dor.
Andréia Sá Brito
A vida me bate e ofereço a outra face. Das dores que só eu conheço, não as nego, nem as mereço.
Arabi Rodrigues
Nasci na copa de um cerro Num velho rancho crioulo De pau-a-pique e tijolo Na beira d’um corredor
Ubirajara Raffo Constant
Venâncio Arruda noite alta ronda a tropa Que tem por pouso o estirão de um corredor; Seu pensamento anda lá pela distância Repontado pela ânsia de bem pronto regressar;
João Pantaleão Gonçalves Leite
Amigo Chega p’ra cá Puxe o cepo, te abanca, Descansa essa perna manca Que tanto andou pelo pago,
Marco Póllo Giordani
Trouxe esta flor pra você, De muito longe. A Maria-Mol está florescida - Não repare...está um pouco amassada...
Marco Antônio Dutra
As labaredas do fogo do galpão são espelhos pra minha alma cantadeira... Pois viajam no tempo, entre rendas de nuances rubras que brotam do espinilho em brasa
Apparício Silva Rillo
I — RUMO - Como teria sido? - Quando foi?