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252 poesias
Luciano Salerno
Sou frente... do rubro crepúsculo no firmamento, Trago por dentro o gen do centauro das coxilhas, Levo pelas trilhas a coragem da gesta guerreira, A fibra da casta campeira onde o orgulho rebrilha.
Guilherme Suman
(I) Gaúcho apenas, num fundo de mundo, Num pátio de pátria ao sul que há no sul. Num naco de pampa, um longe que há,
Carlos Omar Villela Gomes
Como chegou, ninguém sabe, Ninguém viu nem se importou... Apenas passos cansados E um silêncio que restou.
Colmar Pereira Duarte
Seu pai fora bolicheiro. Por essas razões da vida Que até mesmo quem mais sabe
Carlos Omar Villela Gomes
“ Hoje é um dia bom pra se morrer...” Pensou repentinamente, sentindo a alma nos olhos... Assuntou consigo mesmo na paz da varanda antiga...
Adão Vargas Dias
Êra boi... Marcha boiada. Olha o rodeio boi...
José Henrique Azambuja
Ronda noturna ao tranco largo coxilha alta e um mouro negro trocando orelhas, carrega destro, no lombo firme o andarilho.
Diogo Correa
Eu, não sou eu... Eu sou o campo de exauridas terras, natural riqueza que vai se acabando. Entranhas expostas, feridas abertas,
Luís Lopes de Souza
Não... não será preciso uma estátua de quem foi um monumento sem pretensões simplesmente... Sua memória é um ementário
Guilherme Collares
Rol de bens a inventariar: 20 quadras de campo de baixa qualidade; Casa, galpão e mangueiras muito antigos e mal conservados;
João Antônio Marin Hoffmann
Assim cresceram os dois, com parescença de irmãos. O branco, fez-se maestro no manuseio da pena! O mulato, mais campeiro, com precisão de doutor No manuseio da faca, fez graduação no carneio.
Sebastião Teixeira Corrêa
Os sulcos fundos das rugas São rios de águas salgadas Que a erosão do meu rosto, Formando um mar de desgosto,
Rodrigo Bauer
I Eu trago um lenço branco no pescoço... O velho lábaro republicano que vence o posto trivial do pano
Mano Terra
Ah! O tempo! Onde o tempo? Percebo agora, que o potro-tempo passou, assim, tão disparado!
Carlos Omar Villela Gomes
I Um mundo de silêncio e pedra bruta Jazia sob as nuvens carregadas; No sangue, que verteu de tantas lutas...
Vaine Darde
Louca? Por que será que sou louca? Será porque ando lendo Tantas sílabas de lua
Léo Ribeiro de Souza
- Estou ouvindo os tambores... ... e vem lá do Morro Alto! Cruzam, no mais, o asfalto expressando os seus valores.
Everton Michels
Se findando a primavera, O dia! se põe nublado, Me quedei... abichornado Ao som de uma milonga,
Loresoni Barbosa
CONHEÇO UM PAR DE MÃOS CALEJADAS DE ESPERANÇAS, AMPARO DOS MEUS SEGREDOS, DOS TEMPORAIS A BONANÇA, QUANDO A ESTRADA ME CARREGA PARA SEGUIR UMA TROPA, SÃO O ADEUS NA PORTEIRA, O ABRAÇO PRA MINHA VOLTA.
Léo Ribeiro de Souza
Repisando o próprio rastro que ficou petrificado nos lamaçais, por três dias, quando desceram as quebradas da Serra da Bananeira rumo a Conceição do Arroio.
Mateus Neves da Fontoura
Mansas corujas descansam Nos cernes dos contramestres E as horas até que parecem Se espreguiçarem pacholas
José Luiz Flores Moró
Costurei bruxas de pano nos partos da brincadeira E eu sei, nesses meus conceitos, de que fui mãe verdadeira Da infância de minhas bonecas ...
Guilherme Collares
- Don Antonio, toma um trago!... - que eu já tô quaje borracho e vô me empedá de vez! - ... que hoje, o assunto é mui largo
Luís César Soares
“Meus pés inquietos Dançam a milonga do vento, Ventito morno, vaqueano de tormenta... Essa tropilha de nuvens cinzentas
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