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252 poesias
Colmar Pereira Duarte
esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-
Cândido Brasil
O dia vai fechando os olhos e a tarde relaxa o músculo, puxa o pala do crepúsculo e vai cobrindo restolhos, deixando imagens em molhos, ao calor dos raios do sol
Loresoni Barbosa
Hoje; meus olhos órfãos de lágrimas Desprenderam-se do eterno outono Desprezaram horizontes largos, Despiram-se de dor e madrugadas
Gilberto Trindade
É um trovão no descampado e uma carga farroupilha É o pampa de braço erguido derrubando o alambrado
Sebastião Teixeira Corrêa
- Deus abençoe os poetas Que transformam sentimentos Em palavras de ternura, pros veios do coracão! Deus abençoe os poetas
Loresoni Barbosa
Poeira no corredor , Ensimesmadas coplas ao vento, Anseios no semblante estradeiro E uma tropilha de sonhos
Léo Ribeiro de Souza
I Pele de bugre, de marrom praieiro, matiz de bronze destes memoriais, couro curtido dentre os canaviais
Carlos Omar Villela Gomes
Não me digam que sou negra de alma branca, Pois minha alma tem a cor que eu mesma ostento! Negra minha pele, sim senhores, Negra minha alma, com orgulho!
Moisés Silveira de Menezes
Livre, surgiu no deserto tripartido por amor à tenda, à lança, ao cavalo. Nômade, migrou no rumo que lhe apontava a inquietude
Moisés Silveira de Menezes
O rio, santuário andante Fascina, atrai e trai Espírito em movimento Vivenda de vida e morte
Moisés Silveira de Menezes
Cando la pampa se duerme entre zambas y vidalas que viven en los ocultos del alma y de la guitarra,
Jadir Oliveira
Mais uma noite campeira, Chega encostando os gravetos No velho fogo crioulo Que acendi no meu galpão.
Vaine Darde
O que se passa afinal? será estou invisível ou vocês são meu delírio? Será que ninguém me vê
Henrique Fernandes
Longe de si e dos seus A vida passou num upa. O tempo cobrou- lhe o preço Na distância das estradas.
Colmar Pereira Duarte
Amanhece sobre os campos. A bruma que se esgarça nos banhados E esconde as sangas E o capim molhado,
Nenito Sarturi
O temporal foi se armando Lá pras bandas do poente, Arregimentando os ventos E entropilhando as nuvens
Moisés Silveira de Menezes
Num ermo fundo de campo, no contra ponto forte do cerro, bem onde o rio faz a curva, no pago da minha infância
Caine Teixeira Garcia
Ressona a estância... Meus devaneios, não! Sobrevivo assim, num purgatório reflexivo... Travo embates - em meus adentros
Cláudio Silveira
O horizonte de um cogotilho, se moldava mansamente, a preceito...(tempranito)... Entre as folhas templadas da “Corneta” antiga,
Luís Lopes de Souza
Na areia da ampulheta germina a desilusão, se o resumo da colheita não enche a cova da mão...
Luís Lopes de Souza
Do luzeiro incandescente sobeja só uma réstia... Esse corpo diminuto
Rodrigo Canani Medeiros
Acordei de relancina co’as batidas do martelo me acarcando o pensamento, olhei na volta do rancho
Adão Vargas Dias
Com arado ¨vira-o-ferro¨ E minha junta de bois, Vou romper grama e macega Na capoeira do ¨Repecho¨,
Moisés Silveira de Menezes
Quem embarca em barco alheio embarca anseios e medos abarca sonhos nos braços que lançam redes no mar