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2.770 poemas no acervo
Dimas Costa
Borracho! Era como me chamavam, E tinham toda a razão! Beber era uma devoção, E eu vivia embriagado.
Gonçalves Chaves Calixto
Parceiro... Repare bem... Lá longe no infinito, Bem ali tinha um ranchito Onde morei certas eras
Glaucus Saraiva
Pobre borracho... ajoelhado no oratório do bolicho! Teu presente é como o lixo que sobrou do teu passado.
Francisco Scaramussa
Eu tinha treze anos quando me resolveram que eu iria estudar... mui longe... no povo... Minhas pilchas, a mãe passou pro irmão mais novo...
Jayme Caetano Braun
São dois emblemas, dois guascas, Um Branco, outro Colorado Relíquias que no passado Voejaram com altivez,
Fernando Henrique Stadler
Quando a lua chega Iluminando a madrugada me lembro das adagas Ensangüentadas de valentia
Apparício Silva Rillo
Francisco da Silva Teixeira Brandão... - Que nome formoso! Que nome pomposo!
Ari Pinheiro
Quero que saibas, meu irmão de trago, que nesta noite quase dia compartilhas deste balcão; que esta estampa judiada
Zeno Cardoso Nunes
A chuva de verão passou. Veio a estiada. O sol, a pino. A terra, inda molhada.
Antonio Veiga
Me paleteou a saudade Quando o assunto surgiu E vim defender meu rio Corcoveando de emoção.
Jurema Chaves
Sou eu que sinto alegria plantando brilhos de estrelas pra depois ficar a vê-las brilhando no meu jardim
Júlio César Paim
Eu conheci um menino, que me ensinou a sonhar... e me contou que amava uma estrela além do olhar...
Dimas Costa
Quando eu brinco com mamãe Eu aprendo até a cantá. Nos brinquedos bem antigos Que ela gosta de ensiná:
Luiz Menezes
Quando arriba do galpão, o sol vai perdendo pé E as casas de Santa-Fé desenham sombras no chão,
Dimas Costa
Tropa de osso, gravetos, Laço de imbira ou cipó, Assim brinca o guri Mui faceiro e mui ancho,
Dara Neto
Descobri como era a infância dos avós da gente, Entre xícaras de chá e biscoitos Escutava a conversa que remetia ao passado De brincadeiras muito diferentes das de hoje,
Tatiane da Rosa Crestani
Ser o vento é como a alma perdida Sentindo de que é brisa sem o ver E ambos sabem a razão de viver Que envolve o todo sentir da vida
Jurema Chaves
Essa bruxinha de pano Que adormece em meus braços É filha da tradição A mais doce criação
Jurema Chaves
Minha bruxinha de pano, onde andarás esta hora? Não sei se te joguei fora ou se te esqueci em algum canto.
Dimas Costa
Nana filhinha Dorme meu bem Mamãe ta solita E o bicho aí vem
José Machado Leal
Nesta busca de segredo, -perfume que vem na flor, fui poeta e fui cantor, num místico versejar.
Mauro Ubiratan Pereira da Rosa
Quando o outono dos meus dias anuncia que as flores rubras do meu ser se frutificaram eu te contemplo com o olhar que tinha outrora pelas chegadas e partidas do passado.
Luís Lopes de Souza
Cá na última janela o vento zomba da vida, passa uivando pesares pra uma alma em despedida...
Delonei Bergamo Picoli
Caramba, mas que tormento que está este temporal, me viro, rolo na cama, só de pensar fico mal.