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2.770 poemas no acervo
Cyro Gavião
Até parece uma lenda, Mas, toda a boa fazenda Conserva, por tradição, Um guasca velho buenaço,
Carlos Omar Villela Gomes
O vento vil não me verga Nem quebra a fibra da estampa Que o lombo forte do pampa Um dia viu florescer;
João Alves Garcia
Sou um caçador de fama Lá de São José do Ouro Mato coruja de dia Daquelas que faz agouro
Jadir Oliveira
Vertente doce da serra Que habita o ventre da mata Como uma artéria de prata Jorrando o sangue da terra
Luiz Menezes
Junto à cacimba ali à beira do mato Águas de sombras do arvoredo denso, Sinto tua falta, sinto o teu contato Quando tristonho em ti querida penso.
Getúlio Abreu Mossellin
Esta cacimba enterrada No costado do barranco, E eu, guri de tamanco A minha sede matei
Dimas Costa
Cacimba de água clara, espelho da minha infância. Cacimba onde em criança tantas vezes fui bombear
Léo Ribeiro de Souza
Te bombeando, assim, dormindo, neste quarto decorado, fico horas ao teu lado te acariciando e sorrindo.
Adão Pedro Bernardes
Sou menina, sou mulher Cheia de mediunidade Encarnei Caetana Garcia Heroína de verdade.
José João Sampaio
Como eu queria Transplantar a minha mágoa Para uma humilde poça d’agua Onde a lua vem se apear.
Joseti Gomes
Francisco entrou na cozinha Esparramando os butiá Que lhe caiam do bolso. Um pé, ainda, nas botas...
Aureliano de Figueiredo Pinto
Escuro, enorme, ornamental na tarde. Plantado neste plaino entre coxilhas é um velame da nau contra o horizonte no mar alto dos campos.
Apparício Silva Rillo
Pelo caminho por onde ajudaste a levar tantos te levamos. Era domingo. Havia sol e pássaros e automóveis correndo e
Apparício Silva Rillo
Um caminho nunca é triste, é triste quem nele anda arrastando pés timbrados por terras de outra banda.
Jurema Chaves
Vejo sombras de tristeza No riso rubro da tarde Que desfalece aos pouquitos Nos braços mornos da noite
Juca Ruivo
Lusco-fusco. Hora mansa. Silêncio de Campo Santo. Se escuta o último canto dum Bem-Te-Vi solitário,
Ubirajara Raffo Constant
Couraço-me em minha armadura Feita de sóis e de mapas; Conclamo a que os campanários, Guitarras e poesias,
Erico Pires
Carrega, de cedo, a ânsia, no paiol do coração, e, de rincão em rincão, perdeu a conta, à distância.
Egiselda Brum Charão
Feito as filhas de Tupã fui trazida pelos ventos. Sou a mulher pioneira, sou peona galponeira,
Valdorion Klein
Hoje, antes de o dia clarear, Dei de mão num bucal, Daqueles de agüentar bagual Solto no pasto ou dentro da mangueira
Dorval D Dias
Irmandade capesina Um pajador “te saluda” Na paisagem macanuda Desta vida citadina
Ubirajara Raffo Constant
Nascem nos campos em ranchos pampas, Se fazem homens nas amplidões... Domas de potros, rondas de tropas, As campereadas e as marcações.
Vargas Neto
Hoje, parei rodeio na fazenda da vida!... Apartei um bom lote de alegrias pra o saladeiro duma despedida...
Colmar Pereira Duarte
Quando me dei por conta A vida potra ia de cola alçada campo a fora.