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2.788 poemas no acervo
Cyro Gavião
Esta vida da cidade E’ vida de grande luxo, Mas eu que sou bom gaúcho, Dela gosto muito pouco,
João Batista de Oliveira Gomes
Lá por mil oitocentos e noventa e três Em meio a Revolução... Muita gente foi tombando, o porquê ninguém savia. Entre eles, inocentes,
Maria Luiza César
Eu sou só uma Maria Em meio a tantas Marias Que habitam esta terra Meu nome é graça de santa
Paulo Ricardo Costa
Maria tinha seus receios... Essas incertezas da vida, São coisas de preconceito, Que sangram velhas feridas,
Rosana Araujo e Anderson Fonseca
O conto de fadas de Maria Serafina aconteceu... O lugarejo que, no século XVI, Fora campo aberto de planícies e ventos...
Luís Lopes de Souza
Todo o pago conhecia, a louca, chamavam... mas seu nome, qual será?
Jurema Chaves
Lá vai Martim pescador Navegando em águas turvas Bebendo o sol entre as curvas Do rio tristonho, esquecido
Pedro Júnior da Fontoura
gritaram minha causa mortis... Se duvidar, até brindaram, mas sempre assim, pelas costas.
Joseti Gomes
“Escutem! É o apito do trem! Corram! Corram!”
Jayme Caetano Braun
com água da sanga, de erva mansa curada em barrica; como eu gosto,
Jurema Chaves
Sou um soldado do verde Pampeano, sim, e não nego! Vou à luta não me entrego Morro queimando cartucho,
Jayme Caetano Braun
Não há, na austera imponência, Da vivência campesina Estampa mais feminina Que esse mate, flor de essência,
Valdorion Klein
Não tive campo, Nem pingo de lei, Assim Me Criei, Gauderiando pelas missões.
Jayme Caetano Braun
Meu patrício, aí foi o mate, Vá chupando, despacito, Que é triste matear solito Quando a velhice nos bate,
Marco Pollo Giordani
Que pensas, velhito, Sentado - solito, Com a cuia na mão?
Glaucus Saraiva
Quando a saudade maleva Guasqueia forte o meu lombo De supetão dou-lhe o tombo E espanto a guecha algariada,
Luiz Menezes
Era dia de festa. Na ramada, Uma cordeona derramava guinchos Que iam de encontro ao eco dos buchinchos De eras passadas de entreveros machos
Erico Pires
Matungo, guaipeca e xerenga são as relíquias do pobre, do índio que, sem ter cobre, se arranja conforme pode.
Caine Teixeira Garcia
Me arreneguei... e "rasguei a poesia"! Não era eu naquela folha... ...quiçá, meus sonhos... por entre as linhas. Eu até tentei ser tudo aquilo,
Marcos Roberto Paines Nunes
Eu pouco sei de cavalos e da lida campo a fora, Não sei mistérios de campo, nem a lua pra enfrenar. Mas essa gente grongueira, que acorda arrastando espora E faz do campo sua vida, aprendi a respeitar.
Apparício Silva Rillo
Houve um crime nesta estância. O moço perdeu um freio, foi acender uma vela pro Negro do Pastoreio.
Leo Bilac V do Carmo
Quando os índios e suas melenas Galopavam pelo pago A nossa pampa era livre O vento teu companheiro
Paulo de Freitas Mendonça
Quando estático me paro em qualquer lugar do mundo, há um silêncio profundo, um isolamento raro.
Juca Ruivo
Memória dos bardos das ramadas, dos ilhéus, — das violas Lusitanas: memória das guitarras Castelhanas, em milongas, pericons e habaneiras.