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2.788 poemas no acervo
Lauro Teodoro
Ando varando as madrugadas, No silêncio do meu catre, Campeando estrelas nas rondas, Revirando a erva do mate.
Egiselda Brum Charão
Essas mulheres pampianas, das quais somos descendentes, lavraram no sangue: a cepa lusitana mesclada ao índio e a raça africana.
José Oliveira Estivalet
Quando um cochincho abre o peito por volta das quatro e pico e o sono velho se vai... Não tenho outro remédio
José Oliveira Estivalet
Sol da tarde incandescente, Braça e pico pra se pôr... Um quero-quero abre o peito Num alarido estridente,
Osmar Ranzolin
Naquele lenço encarnado Que o velho atou no pescoço Há mil histórias que o moço Não imagina sequer...
Léo Ribeiro de Souza
Repisando o próprio rastro que ficou petrificado nos lamaçais, por três dias, quando desceram as quebradas da Serra da Bananeira rumo a Conceição do Arroio.
Guilherme Collares
Me vi nascer, de repente, como brota um manancial que, na inconstância de um rumo, toma a forma de vertente...
Joel Capeletti
Tanto tempo depois de cargas e atropelos, não perdeu-se o eco dos ventos seculares,
Apparício Silva Rillo
Eu sei que teus relvados serão verdes. Eu sei que haverá flores sobre a relva. Eu sei que escutarás canto de pássaros e os verás entre as ramas também verdes
Evilacio Saldanha
Meu pensamento andou até minha juventude; e refletiu, amiúde, sobre um tempo que passou
Jurema Chaves
Vivo aqui neste cantinho Quando o silêncio chegou! Da antiga sala de estar, Esquecida, desbotada,
Omair Trindade
Brasil, Brasil grande do Sul Fogão de Pátria e de nativismo, Junto á pia do batismo Da crioula tradição.
Lauro Teodoro
Na algibeira grande do tempo Temos lembranças guardadas, Em fotografias amareladas, Dos caminhos ao pé dos montes,
Vaine Darde
Por mais que tenha estrelas nos meus versos e rosas deixem neles primaveras, que vista meus sonetos de quimeras expondo-me nas rimas pelo inverso;
José Oliveira Estivalet
Do lombo da Sesmaria foi p’ro cogote da serra sempre cantou a sua terra com divina maestria;
Lauro Teodoro
Sou menina criada no meio rural, Simples, estudiosa e sonhadora. Trago muitos sonhos de infância, De ser mãe, e ser professora!
Dimas Costa
Menina simples que nasce Nos confins lá do rincão Não tem outra ilusão Que o trabalho de roça
João Batista de Oliveira Gomes
Era pobre, muito pobre Porém feliz o menino, E já trazia um destino Que ele não entendia,
Gonçalves Chaves Calixto
Nós nascemos neste terra Tão repleta de beleza Onde a mão da natureza Semeou carícia e afago
Jurema Chaves
Moço! Largue, desse vício, Que ao nada vai te levar. Não fiques a recordar E olhes a vida de frente.
Jurema Chaves
A tarde soluça sangrando o horizonte Tingindo de rubro os flancos do céu Entre perfumes da brisa, que disfarçada desliza No verde dos pastiçais
Jurema Chaves
Os malmequer floresceram Pintalgando de amarelo O pampa ficou mais belo Reverdeceu a campina
Moacir D'Ávila Severo
Quando debatem guitarras Nas farras de pulpeiras, A milonga chega calma, É alma destas porfias.
Colmar Pereira Duarte
Que ele era uma alma boa todo pago já sabia. O ser bom depois que morre