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2.788 poemas no acervo
Antônio Augusto Ferreira
Meu amor pertence à terra, É o jeito como eu a quero, É quase como um carinho, É um amor que não termina,
Jayme Caetano Braun
NO MEU CANTO - NÃO ESCONDO, VOU DIZENDO- DE VEREDA, SOU BRASA DE LABAREDA E FERRÃO DE MARINBONDO,
Luís Lopes de Souza
Rude... mas para aqueles olhos, eu saberei cantar... meus dedos de sovar tentos arrancarão acordes
Cândido Brasil
Surge dos quatro elementos neste garrão do Brasil, dos altos do céu de anil numa tormenta de vento,
Jurema Chaves
No oitão da minha casa na sombra de um paraíso. Que põe na vida, um sorriso, Nas almas necessitadas.
Cyro Gavião
Que nunca levou um laçaço, Nem mesmo quando potrilho, Apartando num rodeio, Bastava tentear no freio:
Dimas Costa
Meu chapéu desaforado, Quem me deu, foi o padrinho, Que é gaúcho bem largado, E, usa um, bem igualzinho.
Barbosa Lessa
Eu tinha um cusquinho overo Quando eu era piazito Ele era tão bonito, Tão bonito que nem sei !
Mateus Neves da Fontoura
Mansas corujas descansam Nos cernes dos contramestres E as horas até que parecem Se espreguiçarem pacholas
Cândido Brasil
Meu herói não usa capa, meu herói usa um lenço, topetudo e suspenso que no pescoço empapa,
José Oliveira Estivalet
Acho que brotei no mundo com a específica missão De bem-querer este chão, sua história contos e lendas.
Getúlio Abreu Mossellin
Peço licença patrão, Me apresento bem assim, E o sangue que trago em mim Por parte de mãe e pai,
João Batista de Oliveira Gomes
Nun entreveiro de versos Com entreveiro de danças, Ás vezes a idéia balança Mas o verso vem brotando,
Dimas Costa
Meu laço é feito de piola Um barbante enrodilhado Que alcançam toda sala lado a lado
Cyro Gavião
Argola presa na ilhapa, mais onze braças trançadas, Amigo das campereadas, do tempo da seguidilha...
João Pantaleão Gonçalves Leite
Este livro que apresento Num reponte de memória, Retrata o marco da história Do pampa meridional;
José Luiz Flores Moró
Meu mundo antigo é de lonjuras vastas pra além de mim, a me forjar a estampa! E faz pensar que esse universo todo é só um pedaço que se ergueu do pampa.
Luiz Menezes
Venho do fundo do Tempo Há muitas luas que ando! Sou o presente cantando Na harmonia do passado;
João Benito Soares
Senta aqui meu velho amigo Neste cepo galponeiro Corta o fumo pro palheiro Ao teu modo de cortar
Antônio Augusto Ferreira
Eu fui criado assim, gato selvagem, Nos arredores da cidadezinha, Guri sempre fugido pros potreiros Onde pastavam vacas e cavalos;
Rubem Sofildo da Silva
Meu velho pala gaúcho Nobre traste farroupilha, Que andaste pela encilha Junto do guasca farrapo.
Marco Pollo Giordani
Meu pala de lã franjado Xucro aconchego pampeano, Resguardo onde o minuano Geme...geme e não bandeia!
Rene da Silva Nunes
Meu velho pala de seda Todo enfeitado de franjas Ao esvoaçar tu te esbanja Com graça e desassombro
João Batista de Oliveira Gomes
Terra que eu amo tanto, Digo isto e te garanto Esta é a realidade, Terra buena de fato