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2.788 poemas no acervo
Salvador Ferrando Lamberty
As andorinhas passam leves e silentes e os sabiás trinam cantares de fartura... Eu sinto a paz universal, naquelas asas, nesses momentos de vivência e de ternura.
Loresoni Barbosa
Lá, na beirada do rio grande onde a brancura das dunas degrada o verdor dos campos e a imensidão azulada,
Maximiliano Alves de Moraes
É sempre assim... Decisões são tomadas Em consulta com a razão, Mas a vida
Egiselda Brum Charão
Eu tenho Molduras nos olhos para enquadrar as distâncias das andanças nas coxilhas.
Luiz Menezes
O Tempo, caramba! Tropeiro da vida Repontou-lhe os dias Mais lindos vividos
Mário Amaral
Um laço é mais do que um sovéu caso a mão de quem o lance pulse em si o som do vento que se desfaz pelas tranças nesse embate acampeirado mais que uma disparada uma peleia ramalhada de vivenda na sorte que desempata
Mateus Neves da Fontoura
O campo aberto de uma folha em branco É terra entregue à inspiração inquieta... É sesmaria onde se planta a alma Quando o sesmeiro teima em ser poeta!
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann e João Adauto da Silveira
Prás bandas do palmital, onde o sal tempera o chão, Nas manhãs frias de julho a lida desperta o sol, Pr’alguns Joões que a vida, não foi assim generosa, Pois, nesta plaga arenosa, quando opções se consomem,
Marco Pollo Giordani
1ªparte MACHO
Juca Ruivo
O sereno chorou no santa-fé do banhadal, onde o pássaro filósofo assuntava num pé só, segredos que os homens não penetram...
Francisney
Sempre gostei de fandango De dançar bem apertado E me sinto contrariado Se uma china me dá carão
Caine Teixeira Garcia
Os meus longos e negros cabelos Emolduravam histórias na minha pele rude Tal qual a noite com a sua veste escura Morada da lua em toda a sua plenitude!
Joseti Gomes
Já não existem segredos Mistérios soltos no ar Já não fazemos suspense Não há o que revelar...
Rodrigo Bauer
I Não me perguntes do gaúcho velho! Do lenço branco a esvoaçar no vento... Há a nossa essência no seu testamento
Gilberto Trindade
Já viu a luz como guacho Por deserdado da sorte… Depois de enganar a morte Pegou entono ligeiro…
Cabo Déco
Restou um cavalete e uma cuia extraviada,... Um rolo de fumo, uma yerba mofada,... Uma boneca de pano e uma palha sovada...
Antônio Augusto Ferreira
(Comemorativo aos 150 anos da Revolução Farroupilha) Faço um retorno no tempo de cento e cinqüenta anos
Jurema Chaves
As lembranças calçam esporas... de repente... Sorrateiramente... vem sangrando os flancos Há tantos e tantos caminhos pra andar.
José Luiz Flores Moró
Nem sei se há em nós a mesma idade... Mas crescemos sorvendo o mesmo mate Que as manhãs derramam, feito orvalho, No corpo-caule da árvore-guri.
Fernando Araújo
Hoje eu acordei triste, pois lembrei do nosso passado... E vasculhando minhas recordações, algumas que já nem lembrava mais,
Adriano Medeiros
De fronte aos olhos, espalha-se No céu a cor de sangue aguado, Depois vem um tom azulalo limpo E vivíssimo quando abre o dia.
Colmar Pereira Duarte
Esse baio era maleva! E o Quirino bem sabia. Bulido,
Albeni Carmo de Oliveira
Era noite de Natal A festa da cristandade, Porém longe da cidade Sem o badalar do sino,
Jayme Caetano Braun
A cuia do chimarrão, É o cálice do ritual, E o galpão é a Catedral Maior da terra pampeana,