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2.788 poemas no acervo
José Itajaú Oleques Teixeira
No meu Natal de gaúcho Vou evitar imposições Que contrariam tradições De um nascimento sem luxo
Carlos Roberto Hahn
Ele nasceu de novo, no meio de outro povo, numa imagem sem qualquer retovo, num catre de papelão usado, num berço improvisado, sob um viaduto, ali perto da favela.
Cândido Brasil
Nasci do ventre pampeano da mãe terra missioneira, carregando a bandeira do solo republicano;
Danilo Kuhn
I. No meu universo, extremo, feito um barco sem remos,
Cyro Gavião
Tentiei o nó da macega, Onde amarrei o sotreta. Voltando, vi a carreta Desenhada contra o sangue
Dionilara de Oliveira
Olhos ariscos de quem foge do fogo. Miram lentamente o mar verde araucárias. Quem negocia o futuro não sabe o que vai comprar. Sua vontade era riqueza.
Dimas Costa
Ouve Brasil esta história Dos tempos que o negro sofria, Nas garras da escravidão.
João Batista de Oliveira Gomes
Naquele tempo que as estâncias Eram ilhas culturais, Pra cercar os animais Sem taipas nem alambrados,
Jayme Caetano Braun
Quando de noite transito No meu gauderiar andejo, Me paleteia o desejo De encontrar-te, duende amigo,
João Benito Soares
Eu vi um negrinho criado No tempo da escravidão. Foi mandalete do patrão Em muitas frias madrugadas
Chico Ribeiro
A mão da noite fechara a porta grande do dia, era noite e dentro dela a tempestade rugia...
Dimas Costa
(Para menino ou menina) Vovozinha me contou Uma lenda dum negrinho
Jorge Claudemir Soares
Nasci rei na minha querência, e fui dono do meu chão; Andei livre como o vento já fui pai, já fui irmão.
Glaucus Saraiva
Em Ponche verde te espera nesta cívica tapera o Canabarro imortal... Segue, no teu mesmo trajeto,
João Alves Garcia
Lá em São José do Ouro Uma terra mui gaúcha Conheci o negro Tucha Tinha dois metros de altura
Ruth de Farias Larré
São muitos dias de espera, ansiedade, fantasia. O sonho desata, louco, a inventar mil quimeras.
Cristiano Ferreira Pereira
I Era um bolicho, num ranchito tosco, barreado,
Apparício Silva Rillo
Traga de vez a garrafa, bolicheiro! me despacha, que hoje no mais se emborracha quem nunca se emborrachou.
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando as rastras sobrarem das cinturas E os bicharás sumirem dos invernos, Quando morre o verde das planuras E quando a noite e o frio forem eternos.
Marco Pollo Giordani
Amoitam-se fêmeas Nos cantos da sala Do rancho barreado.
Henrique Fernandes
CANTATA: Se eu não sei onde ir Não vou a lugar algum Peço a benção aos Orixás,
Ari Pinheiro
Ha muito tempo que ando Meio encilhado às avessas Pois as antigas promessas São dividas precatórias
Joseti Gomes
Rasgaram o couro da terra num tempo, hoje perdido, onde embaçam os vidros das janelas das retinas,
José de Jesus A Camargo
Quero voltar a ser criança e encontrar meu antigo açude brincar nas águas voar no meu pingo