Carregando poesias…Acervo
2.731 poesias no acervo
Ubirajara Raffo Constant
Foi na festa do casório Da filha da Joana Mansa Quando eu olhava pras dança Que conheci sinhá Rita;
José João Sampaio
Quando me acho solito orelhando as madrugadas Vejo a ampulheta do tempo da força do capi’i E ouço os ventos silvarem nos peraus e nas quebradas Trazendo as vozes dos sinos do Império Guarani.
Pedro Vitor da Rosa Alves
Eu sinto falta, quando menor, Só pensava em brincar Onde comer terra era normal E todo mundo era amigo…
Cyro Gavião
(Homenagem ao 1º Congresso dos Poetas Crioulos) Da invernada crioula do meu peito, Eu trago repontada, assim, com jeito,
Maria Pampin
Sou prenda inda jovem, sei, Mas tenho conhecimento De aprender o que é de lei, Pra sofrenar sentimento.
Júlio César Paim
Era primavera... Apesar de que a cronologia anunciasse outra estação, Era primavera, sim... A agitação dos pássaros, o ipê amarelo em flor e
João Batista de Oliveira Gomes
Sou crioulo lá de fora Lá das bandas da fronteira, E desde piazito aprendi A velha lida campeira,
Bianca Bergmam
As nuvens cansaram de mudar... Talvez seja porque os ventos, Já não sopram como antes, Ou quem sabe por que os rumos
Joseti Gomes
Aos olhos dela seremos sempre crianças Embora crescidos, continuamos pequenos Ela nos dá conforto e segurança que não temos Somos distraídos, desligados, dependentes
Bianca Bergmam
A canção da saparia vem acordar o silêncio Que adormecido pousava nos confins desses rincões Ao findar a lida, os peões voltam pro rancho A bicharada ao tranquito se recolhe nos galpões
Sebastião Teixeira Corrêa
I Tira tua venda ó Deusa da justiça E olha nos olhos dos teus magistrados, Vejas o quanto que andam degradados
Nenito Sarturi
No lombo de um flete mouro Que até parece voejar No pastiçal de flexilias Revisito, em pensamento,
Vaine Darde
O que direi de nossa estirpe Para os que, um dia, Nos buscarem na história? Para os homens do futuro,
Luís Lopes de Souza
Seu peito também tapera... Sua alma também ruína... Da estância, vagos sobejos Na palidez da retina...
Egiselda Brum Charão
Carreta... Senhora do mundo, viandante da história, aos quatro cantos da terra,
José Luiz Flores Moró
I Um pouquito de canha onde, agora, mergulha um limão seco tresnoitado e cinzas no cinzeiro abarrotado
Antônio Augusto Ferreira
Para que Deus exista é necessário o homem. (Condição sine qua non). O Deus dos bichos é diferente,
Douglas Diehl Dias
Não foi de causar espanto, mas de cismar a mirada... Plantada à beira da estrada - alheia à quem te mira;
Paulo de Freitas Mendonça
O sol das missões reflete na pele rubra do chão. O matiz do horizonte pinta a crueza de um tempo que com o vento não passa, fica na sombra do povo, na alma rude da raça, entranha no sentimento
Antônio Augusto Ferreira
Andam vazios vida e caminho vazio o rancho nenhum carinho.
Joseti Gomes
Não mudaria nada São tantos dissabores Rancores... Lá fora é frio
Carlos Omar Villela Gomes
Meu olhar revoa nesta hora mansa, talvez um anjo me acarinhe agora; os sonhos vertem cores, a singrar lembranças... As cores de paisagens que jamais perdi.
Mano Terra
Solo y libre; campo aberto; uma amplidão sem limite; nada devo, ando quite; nunca estou longe, nem perto;
Luiz Menezes
E dizem quem passa Andando apressado Buscando na fuga Um novo caminho,