Carregando poesias…Acervo
2.721 poesias no acervo
Egiselda Brum Charão
Diz que choro de carpideira corta a noite silenciosa, que ela cospe louvando o morto numa reza ruidosa.
Jurema Chaves e Negro Jaru
E o sentimento que escreve, palavras tortas no más... Palavras bem lá de trás, um tempo de cosas buenas De madrugadas serenas em que as cambonas chiavam E os galos inda acordavam,melodias pelas casas,
Edson Marcelo Spode
Extraviando o chão sulino Em cada sentar de cascos E o costeio dos carrascos São a sua única guarida
José Luiz Flores Moró
Eu vi Casturina no fogo de chão, Na fôrma do pão que vai para as brasas, Nas gastas bandeiras da roupa lavada Secando as aguadas na cerca "das casas".
Adriano Medeiros
No campo é assim... Quem fica vive, Quem não fica vive na saudade.
Luís Lopes de Souza
De onde vens meu parceiro? Três vezes peço permísso venho pronto pra o serviço
José Carlos Batista de Deus
...Era uma vez, eu ainda era guri e existia uma bruxa... Passados muitos janeiros, tenho certeza: a bruxa ainda existe... Quando o dia fecha os olhos
Lauro Teodoro
A Sombra caminha pelas encostas Onde nasceram os andarengos Sobre o couro dos bois da carreta Sobre o suor dos cavalos do arreio
Caine Teixeira Garcia
Um poema no Sul É Boitatá na escuridão, A clarear a imensidão Da pampa vieja machaça...
João Benito Soares
Desde o dia em que nasci Ganhei uma herança Farrapa Da nossa querência farta Sou a cuia de chimarrão
Érico Rodrigo Padilha
Duvido um dia mais lindo que um domingo ensolarado, pra se passar espichado na varanda do galpão. Golpeando “uns gole” de canha, tomando mate, pitando um crioulo, fechado a capricho, de um fumo tão bueno,
Sebastião Teixeira Corrêa
Há um busto vivo, de bronze, Harmonizado na praça, Que é peça da arquitetura Onde os traços da escultura
Lauro Teodoro
DESDE QUE A AURORA NESCE, NASCE A RUDEZ DO TRABALHO, NA MEMÓRIA AS LIDAS, E OS BRILHOS DO SOL NO OLHAR, NOS PULSOS IDEAL DE FORÇA, E VIBRAÇÕES DO MALHO, NA FORJA A LUZ DA VIDA, NO BRONZE O JEITO DE AMAR.
Tatiane da Rosa Crestani
No espinhaço dos caminhos, Há um vazio que silencia E invade a espera do sono Dos que resistem à mordaça,
Luiz Menezes
Depois do almoço uma chuva mansinha com jeito de china que leva uns galopes,
Roque José Oliveira
Se foi o sol... Como uma tocha, se apagando na coxilha. Restos de raios e uma réstia que inda brilha, Espiando pelo espelho das aguadas,
Kayke Mello
Meu pago é retrato antigo Na parede de um museu, É um rangido de carreta Que à memória se prendeu,
Adão Quevedo
Minha visão é tão clara quando recordo de ti, fisgando algum lambari num caniço de taquara.
Apparício Silva Rillo
Encontrei-te encharcada pela chuva - o céu se derramara sobre ti. Teus seios eram cômoros de areia e a água que escorria dentre eles
Sebastião Teixeira Corrêa
O patrão Velho, afinal, Juntando esteio a esteio. Prepara o grande rodeio Da virada do milênio,
Guilherme Suman
I Em um prego amarronzado na parede Vai um quadro pequenino pendurado, Fazendo do passado mais presente
Luís Lopes de Souza
O vento sola milongas Em monótonos rituais Num salmodiar aos que passam No rumo do nunca mais
Carlos Omar Villela Gomes
Espalhou na madrugada seu olhar, Como campeando os motivos Dos tantos rastros deixados, Dos retratos apagados
Osnei Scheffer de Oliveira
A função de Delegado Sempre exige valentia Pra enfrentar o dia-a-dia E o banditismo deflagrado,