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2.721 poesias no acervo
Marco Aurélio Campos
JEITO... SOMENTE JEITO E ALMA DE CAMPEIRO. RETOS TRAÇOS SENSUAVES, QUE SÃO COMO VALQUEJOS DE ENCHÓ NA CARA.
Albeni Carmo de Oliveira
Teus olhos meu velho tio, São como janelas para o mundo, Onde me paro num segundo Ao olhar a humanidade.
Cyro Gavião
Relíquia velha, saudosa, Eu fico cheio de prosa, Quando me lembro de ti... Tu eras a sentinela;
Ruth de Farias Larré e Antônio Ribeiro
Quando ele veio pela primeira vez, era somente uma visita estranha, trazendo lá de longe, além-fronteira, o belo som da fala castelhana.
Apparício Silva Rillo
Me chamam Ventania porque estou sem estar e sem asas ou plumas me vêem a voar.
Luiz Menezes
Quando a noite emponchava o rancherio Eu ficava mateando, ouvindo atento Para escutar trazidos pelo vento Aqueles passos de um andar macio...
Jayme Caetano Braun
Cruzando a linha, imaginária, apenas, o vento livre que nasceu nos Andes, busca a lonjura
Leo Bilac V do Carmo
Cantando, soprando, pro gaúcho escutar Ah! a gaita chorando por não te entender Que queres dizer?
Apparício Silva Rillo
Teu ventre, lua morena cortada em fio de minguante, plantado em grãos de ternura fez a semente madura,
João Batista de Oliveira Gomes
Se eu contar pra vocês Vão dar risada à vontade, Vejam que barbaridade Tudo o que me aconteceu,
Matheus Costa
Quem te assume, pobre moça renegada deste mundo? Escondida n’algum fundo, entre o ego e a ganância.
Dimas Costa
(Quer dizer: Sem Rima) Mas que ditos pela criança se tornam engraçados:
Dimas Costa
(Para serem ensinados pelos pais) PARA MENINAS:
Juarez Machado de Farias
Havia quem me contasse histórias... E a noite vinha muito cedo Porque a velhinha da minha infância
Carlos Omar Villela Gomes
Tremem minhas mãos neste momento, A voz que chama tem um timbre ácido... O espelho frente aos olhos refletindo as cores De uma bandeira linda que empunhei sem medo.
Moacir D'Ávila Severo
Meu verso é um grito liberto da alma Só faço protesto se a dor me invade A inspiração não se curva prá regras E para a expressão tem que haver liberdade
Cândido Brasil
Meu verso negro e guerreiro ecoa nas plagas pampeanas, com raízes africanas vindas em navio negreiro. Traz consigo a humildade dos carentes de afetos, nos idiomas e dialetos do berço da humanidade. Meu verso negro de paz e esperança nas falas, tem o cheiro das senzalas e o axé dos orixás. Tem a fé das religiões com macumba e umbanda, pretos velhos e quimbanda pelas Casas de Nações.
Maria Luiza César
Numa noite de outono À luz terna do luar Eu sentei junto à janela Com papel, caneta e vela
Érico Rodrigo Padilha
Nasci e cresci gaúcho, e hei de morrer como tal, meu velho torrão bagual, bendito solo abençoado,
Jorge Lima
Um dia cantei um verso Campeiro, bem a meu gosto Pensei nos tempos de moço Quando não tinha fronteiras
Lauro Antônio Corrêa Simões
É setembro e, a chuva vem negando o estribo para a floração da primavera. Na invernada da tapera, a cavalhada,
Carlos Eugênio Costa da Silva
Cabelo mouro, atestando Que a ação do tempo e da vida Deixa marca irreversível Em quem de fato viveu.
Valdorion Klein
Vergo a terra, verte água cristalina. O sol, de relance, ilumina as folhas ainda molhadas
José Luiz Flores Moró
Vestido moldado na extirpe gaúcha, Em mescla de bruxa e estampa monarca, Eu trago um Rio Grande bordado entre as rendas E a raça da prenda sem dono e nem marcas!