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2.721 poesias no acervo
Carlos Omar Villela Gomes
A sanga beijou meus pés nessa tarde... Não pedi, foi algo natural, de improviso. Ela simplesmente chegou, Beijou meus pés e continuou a correr.
Lauro Antônio Corrêa Simões
É verão... A seca diaba se parou puava! China perjura que nos deixa mágoas!... Até a roldana do poço que cantava
Agenor de Mello Coelho
Eu sou prenda campesina, desta terra das figueiras, sou a flor da corticeira, que enfeita o litoral,
Carlos Omar Villela Gomes
Eu sou apenas palavras Pelas palavras de alguém; Eu não respeito ninguém, Apenas semeio o nada.
João Pantaleão Gonçalves Leite
Rebenqueando o pensamento Nos bretes da inspiração, Vou dar minha explicação Pra muita gente confusa,
Rodrigo Borges Bueno
Peregrinou pela pampa... Tordilho de toda a crina Na rebeldia teatina de um andejar inconstante Destino itinerante de repensar os valores
Paulo de Freitas Mendonça
A paz é mais que um evento, sutil em sua unidade. Possui mais diversidade que da terra ao firmamento.
Juliano Santos
I A última taça de vinho, Lhe alcancei com a mão canhota. Pois este é o lado que importa,
Antônio Augusto Ferreira
Olhando pela janela vejo a tarde e seus matizes como numa tela. Dos vidros desta janela,
José Luiz Flores Moró
Elas vieram se achegando Uma a uma.. Trazendo os corpos e os planos Empoeirados de lágrimas e estradas
Carlos Omar Villela Gomes
A toca do tatu é esconderijo Onde o bichinho se resguarda e se protege; Onde tão frágil, se preserva dos perigos... É a natureza, que tão sábia, sempre rege.
Dimas Costa
Venho dos fundos dos séculos, Da eternidade, talvez. Desde que o mundo se fez No eclipse universal,
Antônio Augusto Ferreira
A faca corta o gesto de quem investe, é um decreto quando arremete,
Rodrigo Borges Bueno
Existem três cruzes no alto do morro Assim como as fases da vida do peão Existem três passos que buscam caminhos Em mil pergaminhos de fé e razão.
Matheus Bauer
I O tempo é ironia atemporal e assume diferentes personagens, que atuam, a despeito, pelas margens
Juca Ruivo
Convenceram o crioulo, de que nas noites serenas, das coisas, a voz apenas é que se ouve no plano,
Cyro Gavião
Como arremate na dor, Dorme um velho cemitério, Na volta do corredor.
Carlos Omar Villela Gomes
Chegou num tranco seguro De dono, líder, patrão... Fazendo contrapartida Ao tranco do coração.
Carlos André Siqueira
Nascido e criado no campo Desde os tempos de menino Não sabia seu destino Mas tinha um ideal
João Alves Garcia
Depois que peste suína Acabou com a porcada Nunca mais pude comer Uma polenta engraxada.
Cristiano Ferreira Pereira
A Vaidade ante ao espelho se deslumbra... Se enaltece, exibindo um riso fútil, Julgando que é um dever e que é útil, Por entender ser o lume adormecido... na penumbra.
João Batista de Oliveira Gomes
Um dia desses passados Era cedo quando acordei, E em seguida levantei Para cevar meu chimarrão,
Pedro Darci de Oliveira
Era um ratão sobre o beiço Chamuscando em fumo e canha, Na vida... baldas e manhas Como lebre de ladeira,
Colmar Pereira Duarte
vida imita as estações Ao vê-las em ciclos sempre iguais, Sempre girando. Sem pressa ou pausa